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Projeto Usinas da Paz recebe últimos ajustes

Técnicos da Secretaria de Articulação da Cidadania (Seac) e um grupo de profissionais coordenados pelo engenheiro civil Lourival Ferreira Neto, que vai gerenciar o projeto Usinas da Paz pela Vale, reuniram-se na manhã desta quarta-feira para fazer ajustes ao projeto que vai dar corpo ao programa TerPaz, do governo do estado. 
“Esta etapa é de definição de conceitos, quando tentamos agregar ao projeto o máximo de necessidades do estado antes de passar para a próxima fase, que é a do detalhamento”, disse Lourival Ferreira Neto.
A construção do projeto Usinas da Paz é a contrapartida da Vale no Acordo do Cooperação Técnica em que a mineradora entra como parceira do estado na execução da parte física do projeto. O programa TerPaz, capitaneado pela Seac, que é comandada pelo historiador Ricardo Balestreri, é a proposta do governo para o enfrentamento da violência em áreas mais vulneráveis da Região Metropolitana de Belém e oferecer oportunidades para moradores dessas áreas – especialmente jovens e adolescentes.
 
Por parte da Seac, o coronel Marco Aurélio Lopes, coordenador da Diretoria de Articulação e Atendimento às Demandas Sociais (Diaads), disse que o momento é fundamental para o sucesso do projeto, pois é agora que serão definidas as funcionalidades dos espaços a serem criados. Ao todo, a Vale vai construir sete Usinas da Paz, contemplando os sete territórios da RMB: da Cabanagem, Icuí, Bengui, Nova União, Terra Firme, Guamá e Jurunas. A previsão de piscinas para atividades aquáticas e quadras poliesportivas para o envolvimento dos jovens com atividades esportivas são itens indispensáveis nos projetos. O programa será expandido ainda para os municípios de Canaã dos Carajás e Parauapebas, polos de atuação da Vale. 
Cada Usina da Paz terá espaços multifuncionais para a realização de atividades que envolvem qualificação profissional, empreendedorismo, esporte, lazer, cultura, saúde, direitos humanos, cidadania, entre outros. O detalhamento do projeto, que é coordenado pela arquiteta Bel Lobo, dará o contorno final da obra, definindo os equipamentos específicos de cada Usina.
As obras, previstas para ter início no ano que vem, devem durar em média um ano e meio.